1. As Personalidades Bíblicas
No ponto de vista teológico sobre a vida neste mundo, como já foi mencionado, esta enraizado no conhecimento do único Deus, que se revelou pessoalmente a eles. A esperança Messiânica, ela começou com a criação do mundo. A fidelidade de Deus e auto-coerência do Deus de Israel lhes concedeu uma chave para o futuro, até o ponto em que seria necessário a fé discernir as coisas futuras. Deus havia agido tipicamente e caracteristicamente por meio de certos grandes indivíduos.
a. Adão: Existem certas características do futuro messiânico que nos faz lembrar o estado do Éden. O (meio ambiente perfeito em que foram criados e de paz e harmonia do mundo de criaturas vivas, e do mundo de ralações humanas. Devido a desobediência de Adão e Eva, que originou a queda do homem, e conforme Deus nos disse: És Santo quem os criou. E os efeitos sobre este mundo, essas eram as coisas perdidas quando a maldição de Deus entrou
b. Moisés: Na época em que o povo de Israel estava sendo escravizado no Egito. Onde Moisés foi chamado por Deus, para libertar o povo de Israel das mãos de Faraó. Aqui revelação eterna de Deus (Ex. 3:11). Podemos ver como Deus operou por intermédio de Moisés libertando povo da escravidão do Egito. Êxodo é messiânica (Os. 2:14-23; Jr. 31:31-34; Ez. 20:33-44), (Is. 51:9-11); (52:12; Jr. 23:5-8), pois encontramos em sua própria profecia registrada em (Dt. 18:15-19), a “qual diz que o Senhor levantará um profeta ‘semelhante’ a mim”. Moisés foi um originador, os profetas foram propagadores. Com Moisés a religião de Israel entrou numa nova fase, os profetas lutaram pelo estabelecimento e manutenção dessa fase, prepararam o caminho para a próxima fase, para a qual olhavam como sendo coisa futura. Portanto cada profeta devia ser, dentro do máximo de sua capacidade, semelhante ao profeta do passado (Moisés) até a vinda daquele que seria capaz de reformular o tipo mosaico e o ser profeta, legislador e mediador da aliança futura e nova.
c. Josué: Alguns fatos da vida deste servo de Deus devem nos chamar a atenção: primeiramente, ele foi escolhido por Deus para suceder a Moisés na tarefa de conduzir o povo de Israel até a terra prometida; sombra esta da Canaã celestial, o céu, o eterno descanso para o povo de Deus. Este homem era o legítimo representante de Deus que conduziria os israelitas vitoriosos em todas as coisas. Seu nome a princípio não era Josué, mas sim Oseias; este significando “salvo” e aquele “YAHWEH É SALVADOR” (Nm 13:16), nisto entendemos que Deus estava ensinando que Josué era penas um canal pelo qual a salvação de YAHWEH se manifestaria na história do podo. De fato, Deus estava ensinando o povo que não somente o descanso terreno viria por sua intervenção poderosa, mas também, que a vida celestial lhes seria concedida mediante a vinda de um outro Josué,não terreno, mas sim celestial, ou seja, Jesus; este que lhes garantiria a entrada na Canaã celestial. Essa relação entre Josué e Jesus encontra-se claramente exposta em Mt 1:21 quando o anjo diz a José:
kai kale,seij to. o[noma autou Ihsoun autoj gar swsei ton laon autou
e chamarás o nome dele Jesus ele pois salvará o povo dele
Nesta anunciação Deus claramente fala a José que a salvação procedia de seu amor. Que assim como no passado Josué tinha salvado o seu povo de todos os seus inimigos e tinha lhes dado descanso em Canaã, assim também Deus estava enviando, naqueles dias, a realidade daquilo que Josué era apenas uma pálida sombra, o seu filho JESUS, cujo nome possuía exatamente o mesmo sentido de JOSUÉ.
d. Davi: Em Davi está a promessa da restauração do Reino Messiânico. Num sentido inicial e ao mesmo tempo normativo, isso verificou no caso de Davi, de Judá, com quem todos os reis todos os reis de Judá e de Israel, quere pelo bem, quer pelo mal, foram comparados (I Rs. 14:46; 14:8; 15:3, 11-14; II Rs. 18:3; 22:2). A profecia de Natã (2ª Sm. 7:12-16) não requer precisamente um único rei como cumprimento, mas antes prediz uma casa, um reino e um trono estáveis para Davi. No Trono de Davi fracasso e glória, ia cristalizando a esperança no “Davi” do Futuro (Ez. 34:23). Esse rei enfrentou oposição por parte do mundo (Sl. 2:1-3; 110:1) mais se saindo vitorioso; (Sl. 45:3-5; 89:22, 23), estabeleceria um governo mundial, (Sl. 2:8-12; 18:43-45; 45:17; 72: 8-11) baseado Sião (Sl. 2:6), seu governo seria eterno (Sl. 21:4; 45:6) seu reino seria pacífico (Sl. 72:7); ele seria o amigo dos pobres e o adversário dos opressores (Sl. 72:2-4 12-14). Debaixo de seu governo os justos florescerão (Sl. 72:7); Ele será lembrado para sempre (Sl. 45:17), Ele é o herdeiro do pacto davídico (Sl. 89:28-37).
2. O Tabernáculo
O tabernáculo, como já vimos anteriormente, foi dado ao povo de Israel como meio didático pelo qual Deus ensinaria o seu método de salvação. Portanto, a cada ministração das coisas sagradas o povo era conclamado a olhar para o futuro com esperança na grande expectativa da chegada do cordeiro que viria para tirar o pecado do mundo.
3. O Templo
A ordem para a construção do templo foi dada a Israel em um período no qual esta nação havia deixado a vida semi-nômade e havia se fixado na terra de Canaã, tendo em sua estrutura política a estabilidade de um reinado sábio e justo na pessoa do rei Salomão. Esta construção trazendo consigo a mesma estrutura, utensílios e cerimônias do tabernáculo, nos faz concluir que, também, o templo era uma sombra do Messias que viria e que deveria ser aguardado.
4. As Profecias
As profecias bíblicas certamente foram a base central de toda a esperança messiânica do povo de Israel. A fé dos primórdios de Israel estava enraizada na promessa primeira de Gn 1:15, denominada de proto-evangelho. Promessa esta que foi a base de todas as demais profecias; aliás, sem esta promessa, da semente da mulher que viria para esmagar a cabeça da serpente, não teríamos a própria Bíblia, pois esta é o registro inspirado de como Deus agiu providencialmente na história da humanidade para executar este seu plano de destruir Satanás de salvar o homem. Dentre as profecias temos:
| Profecia | Onde | Cumprimento |
| Como Filho de Deus | Sl 2.7 | Lc 1.32,35 |
| Como descendente de mulher | Gn 3.15 | Gl 4.4 |
| Como descendente de Abraão | Gn 17.7; 22.18 | Gl 3.16 |
| Como descendente de Isaque | Gn 21.12 | Hb 11.17-19 |
| Como descendente de Davi | Sl 132.11; Jr 23.5 | At 13.23; Rm 1.3 |
| Sua vinda em tempo certo | Gn 49.10; Dn 9.23,25 | Lc 2.1 |
| Seu nascer de uma virgem | Is 7.14 | Mt 1.18; Lc 2.7 |
| Ser chamado Emanuel | Is 7.14 | Mt 1.22,23 |
| Nascer em Belém | Mq 5.2 | Mt 2.1; Lc 2.4-6 |
| Grandes viriam adorá-lo | Sl 72.10 | Mt 2.1-11 |
| Matança dos meninos de Belém | Jr 31.15 | Lc 2.16-18 |
| Ter chamado do Egito | Os 11.1 | Mt 2.15 |
| Ser precedido por João | Is 40.3; Ml 3.1 | Mt 3.1-3; Lc 1.17 |
| Sua unção com o Espírito | Sl 45.7; Is 11.2, 61.1 | Mt 3.16; Jo 3.34; At 10.38 |
| Ser profeta semelhante a Moisés | Dt 18.15-18 | At 3.20-22 |
| Ser sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque | Sl 110.4 | Hb 5.5,6 |
| Sua entrada no ministério publico | Is 61.1,2 | Lc 4.16-21, 43 |
| Se ministério iniciado na galiléia | Is 9.1,2 | Mt 4.12-16, 23 |
| Sua entrada publica em Jerusalém | Zc 9.9 | Mt 21.1-5 |
| Sua vinda ao templo | Ag 2.7,9; Ml 3.1 | Mt 21.12; Lc 2.27-32; Jo 2.13-16 |
| Sua pobreza | Is 53.2 | Mc 6.3; Lc 9.58 |
| Sua humildade e falta de ostentação | Is 42.2 | Mt 12.15,16,19 |
| Sua ternura e compaixão | Is 40.11; 42.3 | Mt 12.15, 20; Hb 4.15 |
| Sua ausência de engano | Is 53.9 | 1Pe 2.22 |
| Seu zelo | Sl 69.9 | Jo 2.17 |
| Sua pregação por parábola | Sl 78.2 | Mt 13.34,35 |
| Seus milagres | Is 35.5,6 | Mt 11.4-6; Jo 11.47 |
| Ter sido injuriado | Sl 22.6; 69.7,9,20 | Rm 15.3 |
| Ter sido rejeitado por seus irmãos | Sl 69.8; Is 63.3 | Jo 1.11; 7.3 |
| Ser uma pedra de escândalo aos judeus | Is 8.14 | Rm 9.32; 1Pe 2.8 |
| Ter sido odiado pelos judeus | Sl 69.4; Is 49.7 | Jo 15.24,25 |
| Ter sido rejeitado pelos lideres judeus | Sl 118.22 | Mt 21.42; Jo 7.48 |
| Os judeus e os gentios, contra Ele | Sl 2.1,2 | Lc 23.12; At 4.27 |
| Seria traído por um amigo | Sl 41.9; 55.12-14 | Jo 13.18-21 |
| Seus discípulos O abandonariam | Zc 13.7 | Mt 26.31-56 |
| Seria vendido por trinta moedas | Zc 11.12 | Mt 26.15 |
| Seu preço seria dado pelo campo do oleiro | Zc 11.13 | Mt 27.7 |
| A intensidade de seus sofrimentos | Sl 22.14,15 | Lc 22.42,44 |
| Seu sofrimento em lugar de outros | Is 53.4-6,12 | Mt 20.28 |
| Sua paciência e silencio sob os sofrimentos | Is 53.7 | Mt 26.63; 27 12-14 |
| Ser esbofeteado | Mq 5.1 | Mt 27.30 |
| Sua aparência maltratada | Is 52.14; 53.3 | Jo 19.5 |
| Terem-No cuspido e flagelado | Is 50.6 | Mt 14.65; Jo 19.1 |
| Cravação de seus pés e mãos à cruz | Sl 22.16 | Jo 19.18; 20.25 |
| Ter sido esquecido por Deus | Sl 22.1 | Mt 27.46 |
| Ter sido zombado | Sl 22.7,8 | Mt 27.39-44 |
| Mel e vinagre ser-Lhe-iam dados | Sl 69.21 | Mt 27.34 |
| Suas vestes seriam divididas e sortes lançadas | Sl 22.18 | Mt 27.35 |
| Seria contado com os transgressores | Is 53.12 | Mc 15.28 |
| Sua intercessão pelos Seus assassinos | Is 53.12 | Lc 23.34 |
| Sua morte | Is 53.12 | Mt 27.50 |
| Nenhum dos Seus ossos seria quebrado | Ex 12.46; Sl 34.20 | Jo 19.33,36 |
| Seria traspassado | Zc 12.10 | Jo 19.34,37 |
| Seria sepultado com o rico | Is 53.9 | Mt 27.57-60 |
| Não veria a corrupção | Sl 16.10 | At 2.31 |
| Sua ressurreição | Sl 16.10; Is 26.19 | Lc 2.6,31,34 |
| Sua ascensão | Sl 68.18 | Lc 24.51; At 1.9 |
| Seu assentar à direita de Deus | Sl 110.1 | Hb 1.3 |
| Seu exercer o oficio sacerdotal, no céu | Zc 6.13 | Rm 8.34 |
| Seria a pedra principal da igreja | Is 28.16 | 1Pe 2.6,7 |
| Seria Rei em Sião | Sl 2.6 | Lc 1.32; Jo 18.33-37 |
| Conversão dos gentios a Ele | Is 11.10; 42.1 | Mt 1.17-21; Jo 10.16; At 10.45-47 |
| Seu governo reto | Sl 45.6,7 | Jo 5.30; Ap 19.11 |
| Seu domínio universal | Sl 72.8; Dn 7.14 | Fp 2.9-11 |
| A perpetuidade de Seu reino | Is 9.7; Dn 7.14 | Lc 1.32,33 |
5. Os Tipos
No V.T. existem várias figuras que são postas diante de nós, dentro dos rituais da Lei, e que nos apresentam de alguma forma aquilo que o Messias seria, o que faria e quais seriam os resultados do penoso trabalho de sua alma, vejamos:
a. O Cordeiro: deveria ser sem defeito (Ex 12:5), seus ossos não poderiam ser quebrados (Ex 12:46 // Jo 19:36).
b. O Sumo-Sacerdote: Não poderia ter nenhuma deformidade (Lv 21:17-20 // Hb 7:28), deveria casar-se somente com uma virgem (Lv 21:13 // Ef 5:25)
c. Os dois bodes: No Dia da Expiação um bode era morto (Lv 16:9 // Jo 19:30) e outro era levado ao deserto (Lv 16:10 // Sl 103:12)
d. Os utensílios do tabernáculo:
| TIPOS | SIGNIFICADO |
| Altar do holocausto | Jesus, aquele que se submete ao juízo de Deus, mas é poderoso para perdoar pecados. |
| A bacia de bronze | Jesus, aquele que se submete ao juízo de Deus e nos purifica |
| Os pães da proposição | Jesus, o puro pão do céu, alimento espiritual para o seu povo eleito |
| O candelabro | Jesus, a perfeita luz do mundo que ilumina o seu povo escolhido |
| O altar do incenso | Jesus, o poderoso intercessor dos predestinados |
| A arca da aliança | Jesus, o glorioso, que cobre os pecados dos eleitos |
6. As Ratificações Pactuais
O Pacto do começo: Gn 3:15, Pacto Noético: Gn 9, Pacto Abraânico: Gn 15:12-18, Pacto Sináitico: Dt 29, Pacto Davídico: II Sm 7; Jr 33:17, cada um destes pactos, na verdade, apontavam para a nova aliança (Jr 31:31ss) que Cristo viria inaugurar (Lc 22:20). Não eram pactos distintos, mas ministrações de uma mesma realidade espiritual que Jesus apresentaria à humanidade através de seu ministério.
Este tipo de literatura apareceu especialmente naquele período compreendido entre Malaquias e Mateus, espaço de tempo este denominado de Período Intertestamentário, e que teve como característica a completa cessação da palavra profética. E é nesta carência que surgem tais escritos com o fim de motivarem os judeus na caminhada e relembra-los de muitos dos seus valores, dentre estes estava a esperança messiânica que, aliás, era o centro de convergência, o elemento unificador da comunidade judaica espalhada em toda a parte do mundo.
