terça-feira, 5 de maio de 2009

1. As Personalidades Bíblicas

No ponto de vista teológico sobre a vida neste mundo, como já foi mencionado, esta enraizado no conhecimento do único Deus, que se revelou pessoalmente a eles. A esperança Messiânica, ela começou com a criação do mundo. A fidelidade de Deus e auto-coerência do Deus de Israel lhes concedeu uma chave para o futuro, até o ponto em que seria necessário a fé discernir as coisas futuras. Deus havia agido tipicamente e caracteristicamente por meio de certos grandes indivíduos.

a. Adão: Existem certas características do futuro messiânico que nos faz lembrar o estado do Éden. O (meio ambiente perfeito em que foram criados e de paz e harmonia do mundo de criaturas vivas, e do mundo de ralações humanas. Devido a desobediência de Adão e Eva, que originou a queda do homem, e conforme Deus nos disse: És Santo quem os criou. E os efeitos sobre este mundo, essas eram as coisas perdidas quando a maldição de Deus entrou em ação. Deus prometeu um “redentor”; e quando esta maldição for revertida e o homem de Deus restaurar todas as coisas, então a cena edênica reaparecerá (Am. 9:13; Is. 4:2; 32:15,20; 55:13; Sl. 72:16; Is. 32:18). Todas as passagens acima citadas dizem respeito ao Rei messiânico à natureza de seu governo e reino. Adão tinha total “domínio”, sobre o resto das coisas criadas (Gn. 1:28;2:19,20), mas caiu permitindo que Satanás usurpasse o seu “domínio” (Gn. 3:13). Esse “domínio” será restaurado no Messias. Além destes aspectos, lembremos também que Jesus é chamado pelo N.T. como sendo o segundo Adão (I Co 15:45), aquele que tomou para si a tarefa de cumprir cabalmente a Lei de Deus e garantir ao seu povo , a quem representou, todos os dons e graças decorrentes da obediência.

b. Moisés: Na época em que o povo de Israel estava sendo escravizado no Egito. Onde Moisés foi chamado por Deus, para libertar o povo de Israel das mãos de Faraó. Aqui revelação eterna de Deus (Ex. 3:11). Podemos ver como Deus operou por intermédio de Moisés libertando povo da escravidão do Egito. Êxodo é messiânica (Os. 2:14-23; Jr. 31:31-34; Ez. 20:33-44), (Is. 51:9-11); (52:12; Jr. 23:5-8), pois encontramos em sua própria profecia registrada em (Dt. 18:15-19), a “qual diz que o Senhor levantará um profeta ‘semelhante’ a mim”. Moisés foi um originador, os profetas foram propagadores. Com Moisés a religião de Israel entrou numa nova fase, os profetas lutaram pelo estabelecimento e manutenção dessa fase, prepararam o caminho para a próxima fase, para a qual olhavam como sendo coisa futura. Portanto cada profeta devia ser, dentro do máximo de sua capacidade, semelhante ao profeta do passado (Moisés) até a vinda daquele que seria capaz de reformular o tipo mosaico e o ser profeta, legislador e mediador da aliança futura e nova.

c. Josué: Alguns fatos da vida deste servo de Deus devem nos chamar a atenção: primeiramente, ele foi escolhido por Deus para suceder a Moisés na tarefa de conduzir o povo de Israel até a terra prometida; sombra esta da Canaã celestial, o céu, o eterno descanso para o povo de Deus. Este homem era o legítimo representante de Deus que conduziria os israelitas vitoriosos em todas as coisas. Seu nome a princípio não era Josué, mas sim Oseias; este significando salvo e aquele “YAHWEH É SALVADOR” (Nm 13:16), nisto entendemos que Deus estava ensinando que Josué era penas um canal pelo qual a salvação de YAHWEH se manifestaria na história do podo. De fato, Deus estava ensinando o povo que não somente o descanso terreno viria por sua intervenção poderosa, mas também, que a vida celestial lhes seria concedida mediante a vinda de um outro Josué,não terreno, mas sim celestial, ou seja, Jesus; este que lhes garantiria a entrada na Canaã celestial. Essa relação entre Josué e Jesus encontra-se claramente exposta em Mt 1:21 quando o anjo diz a José:

kai kale,seij to. o[noma autou Ihsoun autoj gar swsei ton laon autou

e chamarás o nome dele Jesus ele pois salvará o povo dele

Nesta anunciação Deus claramente fala a José que a salvação procedia de seu amor. Que assim como no passado Josué tinha salvado o seu povo de todos os seus inimigos e tinha lhes dado descanso em Canaã, assim também Deus estava enviando, naqueles dias, a realidade daquilo que Josué era apenas uma pálida sombra, o seu filho JESUS, cujo nome possuía exatamente o mesmo sentido de JOSUÉ.

d. Davi: Em Davi está a promessa da restauração do Reino Messiânico. Num sentido inicial e ao mesmo tempo normativo, isso verificou no caso de Davi, de Judá, com quem todos os reis todos os reis de Judá e de Israel, quere pelo bem, quer pelo mal, foram comparados (I Rs. 14:46; 14:8; 15:3, 11-14; II Rs. 18:3; 22:2). A profecia de Natã (2ª Sm. 7:12-16) não requer precisamente um único rei como cumprimento, mas antes prediz uma casa, um reino e um trono estáveis para Davi. No Trono de Davi fracasso e glória, ia cristalizando a esperança no “Davi” do Futuro (Ez. 34:23). Esse rei enfrentou oposição por parte do mundo (Sl. 2:1-3; 110:1) mais se saindo vitorioso; (Sl. 45:3-5; 89:22, 23), estabeleceria um governo mundial, (Sl. 2:8-12; 18:43-45; 45:17; 72: 8-11) baseado Sião (Sl. 2:6), seu governo seria eterno (Sl. 21:4; 45:6) seu reino seria pacífico (Sl. 72:7); ele seria o amigo dos pobres e o adversário dos opressores (Sl. 72:2-4 12-14). Debaixo de seu governo os justos florescerão (Sl. 72:7); Ele será lembrado para sempre (Sl. 45:17), Ele é o herdeiro do pacto davídico (Sl. 89:28-37).

2. O Tabernáculo

O tabernáculo, como já vimos anteriormente, foi dado ao povo de Israel como meio didático pelo qual Deus ensinaria o seu método de salvação. Portanto, a cada ministração das coisas sagradas o povo era conclamado a olhar para o futuro com esperança na grande expectativa da chegada do cordeiro que viria para tirar o pecado do mundo.

3. O Templo

A ordem para a construção do templo foi dada a Israel em um período no qual esta nação havia deixado a vida semi-nômade e havia se fixado na terra de Canaã, tendo em sua estrutura política a estabilidade de um reinado sábio e justo na pessoa do rei Salomão. Esta construção trazendo consigo a mesma estrutura, utensílios e cerimônias do tabernáculo, nos faz concluir que, também, o templo era uma sombra do Messias que viria e que deveria ser aguardado.

4. As Profecias

As profecias bíblicas certamente foram a base central de toda a esperança messiânica do povo de Israel. A fé dos primórdios de Israel estava enraizada na promessa primeira de Gn 1:15, denominada de proto-evangelho. Promessa esta que foi a base de todas as demais profecias; aliás, sem esta promessa, da semente da mulher que viria para esmagar a cabeça da serpente, não teríamos a própria Bíblia, pois esta é o registro inspirado de como Deus agiu providencialmente na história da humanidade para executar este seu plano de destruir Satanás de salvar o homem. Dentre as profecias temos:

Profecia

Onde

Cumprimento

Como Filho de Deus

Sl 2.7

Lc 1.32,35

Como descendente de mulher

Gn 3.15

Gl 4.4

Como descendente de Abraão

Gn 17.7; 22.18

Gl 3.16

Como descendente de Isaque

Gn 21.12

Hb 11.17-19

Como descendente de Davi

Sl 132.11; Jr 23.5

At 13.23; Rm 1.3

Sua vinda em tempo certo

Gn 49.10; Dn 9.23,25

Lc 2.1

Seu nascer de uma virgem

Is 7.14

Mt 1.18; Lc 2.7

Ser chamado Emanuel

Is 7.14

Mt 1.22,23

Nascer em Belém

Mq 5.2

Mt 2.1; Lc 2.4-6

Grandes viriam adorá-lo

Sl 72.10

Mt 2.1-11

Matança dos meninos de Belém

Jr 31.15

Lc 2.16-18

Ter chamado do Egito

Os 11.1

Mt 2.15

Ser precedido por João

Is 40.3; Ml 3.1

Mt 3.1-3; Lc 1.17

Sua unção com o Espírito

Sl 45.7; Is 11.2, 61.1

Mt 3.16; Jo 3.34; At 10.38

Ser profeta semelhante a Moisés

Dt 18.15-18

At 3.20-22

Ser sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque

Sl 110.4

Hb 5.5,6

Sua entrada no ministério publico

Is 61.1,2

Lc 4.16-21, 43

Se ministério iniciado na galiléia

Is 9.1,2

Mt 4.12-16, 23

Sua entrada publica em Jerusalém

Zc 9.9

Mt 21.1-5

Sua vinda ao templo

Ag 2.7,9; Ml 3.1

Mt 21.12; Lc 2.27-32; Jo 2.13-16

Sua pobreza

Is 53.2

Mc 6.3; Lc 9.58

Sua humildade e falta de ostentação

Is 42.2

Mt 12.15,16,19

Sua ternura e compaixão

Is 40.11; 42.3

Mt 12.15, 20; Hb 4.15

Sua ausência de engano

Is 53.9

1Pe 2.22

Seu zelo

Sl 69.9

Jo 2.17

Sua pregação por parábola

Sl 78.2

Mt 13.34,35

Seus milagres

Is 35.5,6

Mt 11.4-6; Jo 11.47

Ter sido injuriado

Sl 22.6; 69.7,9,20

Rm 15.3

Ter sido rejeitado por seus irmãos

Sl 69.8; Is 63.3

Jo 1.11; 7.3

Ser uma pedra de escândalo aos judeus

Is 8.14

Rm 9.32; 1Pe 2.8

Ter sido odiado pelos judeus

Sl 69.4; Is 49.7

Jo 15.24,25

Ter sido rejeitado pelos lideres judeus

Sl 118.22

Mt 21.42; Jo 7.48

Os judeus e os gentios, contra Ele

Sl 2.1,2

Lc 23.12; At 4.27

Seria traído por um amigo

Sl 41.9; 55.12-14

Jo 13.18-21

Seus discípulos O abandonariam

Zc 13.7

Mt 26.31-56

Seria vendido por trinta moedas

Zc 11.12

Mt 26.15

Seu preço seria dado pelo campo do oleiro

Zc 11.13

Mt 27.7

A intensidade de seus sofrimentos

Sl 22.14,15

Lc 22.42,44

Seu sofrimento em lugar de outros

Is 53.4-6,12

Mt 20.28

Sua paciência e silencio sob os sofrimentos

Is 53.7

Mt 26.63; 27 12-14

Ser esbofeteado

Mq 5.1

Mt 27.30

Sua aparência maltratada

Is 52.14; 53.3

Jo 19.5

Terem-No cuspido e flagelado

Is 50.6

Mt 14.65; Jo 19.1

Cravação de seus pés e mãos à cruz

Sl 22.16

Jo 19.18; 20.25

Ter sido esquecido por Deus

Sl 22.1

Mt 27.46

Ter sido zombado

Sl 22.7,8

Mt 27.39-44

Mel e vinagre ser-Lhe-iam dados

Sl 69.21

Mt 27.34

Suas vestes seriam divididas e sortes lançadas

Sl 22.18

Mt 27.35

Seria contado com os transgressores

Is 53.12

Mc 15.28

Sua intercessão pelos Seus assassinos

Is 53.12

Lc 23.34

Sua morte

Is 53.12

Mt 27.50

Nenhum dos Seus ossos seria quebrado

Ex 12.46; Sl 34.20

Jo 19.33,36

Seria traspassado

Zc 12.10

Jo 19.34,37

Seria sepultado com o rico

Is 53.9

Mt 27.57-60

Não veria a corrupção

Sl 16.10

At 2.31

Sua ressurreição

Sl 16.10; Is 26.19

Lc 2.6,31,34

Sua ascensão

Sl 68.18

Lc 24.51; At 1.9

Seu assentar à direita de Deus

Sl 110.1

Hb 1.3

Seu exercer o oficio sacerdotal, no céu

Zc 6.13

Rm 8.34

Seria a pedra principal da igreja

Is 28.16

1Pe 2.6,7

Seria Rei em Sião

Sl 2.6

Lc 1.32; Jo 18.33-37

Conversão dos gentios a Ele

Is 11.10; 42.1

Mt 1.17-21; Jo 10.16; At 10.45-47

Seu governo reto

Sl 45.6,7

Jo 5.30; Ap 19.11

Seu domínio universal

Sl 72.8; Dn 7.14

Fp 2.9-11

A perpetuidade de Seu reino

Is 9.7; Dn 7.14

Lc 1.32,33

5. Os Tipos

No V.T. existem várias figuras que são postas diante de nós, dentro dos rituais da Lei, e que nos apresentam de alguma forma aquilo que o Messias seria, o que faria e quais seriam os resultados do penoso trabalho de sua alma, vejamos:

a. O Cordeiro: deveria ser sem defeito (Ex 12:5), seus ossos não poderiam ser quebrados (Ex 12:46 // Jo 19:36).

b. O Sumo-Sacerdote: Não poderia ter nenhuma deformidade (Lv 21:17-20 // Hb 7:28), deveria casar-se somente com uma virgem (Lv 21:13 // Ef 5:25)

c. Os dois bodes: No Dia da Expiação um bode era morto (Lv 16:9 // Jo 19:30) e outro era levado ao deserto (Lv 16:10 // Sl 103:12)

d. Os utensílios do tabernáculo:

TIPOS

SIGNIFICADO

Altar do holocausto

Jesus, aquele que se submete ao juízo de Deus, mas é poderoso para perdoar pecados.

A bacia de bronze

Jesus, aquele que se submete ao juízo de Deus e nos purifica

Os pães da proposição

Jesus, o puro pão do céu, alimento espiritual para o seu povo eleito

O candelabro

Jesus, a perfeita luz do mundo que ilumina o seu povo escolhido

O altar do incenso

Jesus, o poderoso intercessor dos predestinados

A arca da aliança

Jesus, o glorioso, que cobre os pecados dos eleitos

6. As Ratificações Pactuais

O Pacto do começo: Gn 3:15, Pacto Noético: Gn 9, Pacto Abraânico: Gn 15:12-18, Pacto Sináitico: Dt 29, Pacto Davídico: II Sm 7; Jr 33:17, cada um destes pactos, na verdade, apontavam para a nova aliança (Jr 31:31ss) que Cristo viria inaugurar (Lc 22:20). Não eram pactos distintos, mas ministrações de uma mesma realidade espiritual que Jesus apresentaria à humanidade através de seu ministério.

7. A Literatura Apócrifa

Este tipo de literatura apareceu especialmente naquele período compreendido entre Malaquias e Mateus, espaço de tempo este denominado de Período Intertestamentário, e que teve como característica a completa cessação da palavra profética. E é nesta carência que surgem tais escritos com o fim de motivarem os judeus na caminhada e relembra-los de muitos dos seus valores, dentre estes estava a esperança messiânica que, aliás, era o centro de convergência, o elemento unificador da comunidade judaica espalhada em toda a parte do mundo.

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Doutorando em Ciências da Religião (PUC-GO), Mestre em Ciências da Religião (PUC-GO), Licenciatura em Pedagogia (UVA-CE), História (UVA-CE), Matemática (UNIFAN-GO) e Bacharel em Teologia (FACETEN-Ro). Professor de Metodologia do Ensino da Matemática; Metodologia do Ensino das Ciências Naturais; Educação e Cultura; Fundamentos Epistemológicos da Educação e Educação, Sociedade e Meio Ambiente, Filosofia, Ética, Ciências Políticas (FANAP).